domingo, 1 de maio de 2011

É uma questão de maneira de ver o FUTEBOL

É amigos,

estamos fora da final do Campeonato Catarinense. Disputarão o título a Chapecoense que é da série C e que foi rebaixada ano passado, e o Criciúma, que é da série B.

Salvo engano, entre Copa do Brasil e Catarinense, disputamos 25 jogos este ano e não jogamos bem em nenhum deles. Repito, não jogamos bem em nenhum jogo deste ano. Verdade que estamos vivos na Copa do Brasil e que estávamos com quase 2 pés na final do catarinense. Mas não vejo futebol desta forma e vou tentar analisar o desempenho do Avaí este ano sob à ótica de como entendo o FUTEBOL.

É bom lembrar que jogamos contra muitos times semi-amadores e outros muito fracos. Vilhena (semi-amador), Ipatinga (muito fraco), Concórdia e Imbituba (semi-amadores), Brusque, Marcílio Dias e Metropolitano (muito fracos). Isso porque estou respeitando a história do Botafogo, mas que é fraco e respeitando a tradição em nosso estado de Figueirense, Criciúma, Joinville e Chapecoense, que considero todos fracos.

Vamos separar as 2 competições: Começando pela Copa do Brasil, eliminamos, como falado anteriormente, o time semi-amador do Vilhena no primeiro jogo. Não fizemos mais que obrigação. Depois pegamos o fraquissímo Ipatinga, rebaixado no campeonato Mineiro e empatamos o primeiro jogo no finalzinho. O pior foi ouvir nosso treinador dizendo que a derrota por 1x0 seria bom resultado. No segundo jogo, levamos um susto no início mas acabamos classificando. Não fizemos mais que obrigação. Depois pegamos o fraco Botafogo em crise e com treinador recém chegado, sem conhecer o elenco, e classificamos com as calças na mão, no finalzinho do jogo, num pênalti duvidoso. Estamos vivos na competição, mas ainda não convencemos e agora vamos pegar o São Paulo, que considero ser um dos 5 melhores times do Brasil na atualidade.

Passando para o Estadual, começo relatando que iniciamos com Benazzi, que é piada de muito mau gosto. Fizemos um péssima pré temporada, e colocamos muitos jogadores sem condições físicas para atuar. Não chegamos nem entre os quatro no primeiro turno. Veio o Silas para o Segundo turno e aí que eu quero chegar. Num campeonato que tem Imbituba, Concórdia, MD, Metropolitano, Brusque, Criciúma de "sangue doce",... classificamos em 3º, consequentemente em desvantagens para a Semi e a Final. Nesse meio ainda perdemos o clássico em casa para o fraco Figueirense. Veio a Semi-final e eliminamos o rival em sua casa. 2x0 e podia ser mais. Êxtase, que delícia. Veio a final, fizemos 2x0, poderíamos ter feito 3 com o Coelho, mas cedemos o empate e fomos eliminados. Vieram as críticas ao treinador. "Retranqueiro, cagão, tirou o Coelho e colcou o Fabiano, tirou estrada e deixou um monte de volantes,...". Aí vem as teses de que essas substituíções, ele também fez no clássico e lá ganhamos. Que se o Coelho fizesse aquelo gol, mataríamos o jogo. Que se o Renan não tivesse sido precipitado naquele pênalti, a história do jogo poderia ser outra e provavelmente estaríamos na final. Concordo com todas essas teses, e afirmo que é verdade, mas e daí?

Sim é verdade, se o Coelho fizesse aquele gol, ou se o Renan não fosse precipitado naquele lance do pênalti, se o Bruno não tivesse tomado nas costas naquele segundo gol, hoje estaríamos comemorando a vaga na final. É verdade que no Scarpelli o Silas escalou praticamente o mesmo time e fez as mesmas substituíções e lá saímos vencedores, mas...

Meus amigos, mesmo se estivéssemos classificados, esse não é o Avaí que eu gosto e aprendi a amar. Jogamos sempre todo atrás, com ligação direta (eufemismo para bagões), dependendo das individualidades dos jogadores, bolas paradas ou alguma bola que sobra. William, Coelho, Julinho, Estrada, Marquinhos, Marquinhos Gabriel que se virem. Só conseguimos ter maior posse de bola contra adversários fracos ou semi-amadores supra-citados e olhe lá. Contra o Figueirense, eles sempre tiveram maior posse de bola, contra Chapecoense ídem, contra o Criciúma, só tivemos maior posse de bola após ficarmos com um jogador a mais,... vivemos dos contra-ataques e fragilidades dos adversários.

Juro que ainda não tive prazer em ver o Avaí jogar esse ano. É sempre uma aflição, uma agonia, uma angustia. "Ah, mas eliminamos o figueira e poderíamos até ter goleado". Sim é fato, fiquei muito feliz por isso. Mas daí a dizer que jogamos bem, a distância é longa. Não vamos nos enganar, jogamos todo atrás, explorando contra-ataques e fizemos 2 gols de bola parada. E além do mais, o figueira é muito ruim. No primeiro turno, eles ainda eram um time ruim mas bem acertadinho, no segundo, eram ruins e bagunçados. Eles têm um excelente goleiro e um excelente lateral direito, um bom lateral esquerdo e ficamos por aí. A zaga é horrorosa, o ataque é piada e o meio é fraco. E nós sempre jogando atrás contra eles. Não admito isso.

Não consigo pensar como muitos dizem, que ganhando o clássico, não precisa mais nada. Eu quero é ser campeão. Pra mim isso é pensar pequeno e na atual situação dos times, vencer os clássicos é obrigação.

Não quero comparar é claro, mas duvido que a torcida do Barcelona se revolte caso o time tropece, perca e não seja campeão, pois o time joga. Perder faz parte do futebol. Em 2008, fomos eliminados com um empate em casa contra o Criciúma e os jogadores saíram aplaudidos. Por quê? Porque jogaram. Somos da série A e não conseguimos nos impor como tal em nenhum momento. Saímos pra jogar em Joinville, retranca. Chapecó, retranca. Itajaí, todo atrás... Não gosto disso.

Não suporto 3 zagueiros, volantes enterrados, e time que dá chutões. Com 3 zagueiros fica um buraco no meio, justamente no setor mais importante do FUTEBOL. Nosso treinador chegou a dizer que Marquinhos e Estrada não podiam jogar juntos, depois teve que se render. Meu time sempre terá 2 meias, 2 atacantes e no mínimo 4 no meio. Sempre vou privilegiar a qualidade.

Enfim, talvez pudéssemos estar classificados neste momento e estaria feliz por isso, mas nunca me convenceria. Não teria prazer em ver meu time jogar, apenas desfrutaria do resultado. Não suporto covardia e nosso treinador é covarde. Não gosto de treinador medroso, que pensa pequeno,... e sim de ambicioso, corajoso, audacioso,... Prefiro perder jogando, tentando, olhando olho no olho do adversário.

Se o Coelho metesse aquela bola pra dentro, muitos estariam convencidos do bom trabalho do Silas, eu NÃO. Mas é uma questão de maneira de ver o FUTEBOL.

2 comentários:

  1. Parabnes Anderson..Perfeito comentario concordo com vc em tudo..só faltou falar do Planejamento mal Feito...liderado pelo Gabriel Zunino e seus Cariocas...

    ResponderExcluir
  2. Sem tirar, nem pôr. Perfeito comentário.

    ResponderExcluir